QUal é o seu Camelo?

Escolhendo seu tipo de bike

Em meu último texto publiado aqui, na coluna Bici & Vida, eu disse que sempre que você pede ajuda aos ciclistas, estes já sugerem bicicletas, acessórios e lugares para pedalar que são da sua própria preferência.

O universo das bicicletas é enorme, muito maior do que lista abaixo, onde vamos tentar apresentar os principais tipos de bicicletas que usamos aqui no Brasil, e algumas de suas características.

Estrada

A bicicleta de estrada no Brasil é conhecida como Speed, mas no exterior são mais conhecidas por Road Bikes, isso porquê o brasileiro tem esse hábito de escolher nomes em inglês para coisas que usam nomes diferentes em países de língua inglesa, como os Malls que chamamos de Shoppings aqui pelas terras descobertas por Cabral, difícil é achar uma explicação para isso… Mas, a bicicleta de estrada, como o nome diz, é a bicicleta para se pedalar no asfalto, por muitos quilômetros. Em geral, essas bicis usam um guidão chamado, pelos mais antigos, de chifre de touro, que para os leigos sugere desconforto, mas, na realidade, é uma das bicicletas mais confortáveis para longas distâncias. Seu guidão oferece 3 posições principais dando ao ciclista liberdade para descansar partes diferentes do corpo enquanto pedala. Há algumas variedades sobre a bike de estrada, pois pequenas variações na geometria, bem como peso ou material podem fazer com que sejam mais voltadas para longas distâncias (mais conforto e geometria mais relaxada), para subidas (mais leves e mais rígidas) ou para alto desempenho em terrenos majoritariamente planos (também conhecidas como Aero Road, são bicicletas muito aerodinâmicas e com geometria mais agressiva). Aqui poderíamos até inserir as bikes de Contra-Relógio, Triatlon ou TT (Time Trial), mas dedicaremos um espaço só para elas mais a frente. As Speed / Road Bikes são bicicletas que atualmente tem de 16 a 24 marchas, a depender de sua configuração e custo.

Tipo de Terreno: Asfalto com ou sem relevo acentuado

Freios: Disco ou Ferraduras

Marchas: Mecânicas ou eletrônicas de 16 a 24 velocidades

Material do quadro: Carbono – Alumínio – Ligas de Aço Cromo Molibdênio

Rodas: Alumínio – Carbono

Aro: 700 e 650 (em desuso)

Medidas de pneus: 700×19 a 700×32

Peso aproximado: 6,5 a 10kg (a UCI – Union Cycliste Internationale não permite bicicletas mais leves do que 6,8kg)

Versões elétricas: Sim

Contra-Relógio

É uma bike de estrada feita para pedalar fora de grupos, e que deixam o atleta numa posição menos confortável, porém muito mais aerodinâmica. Elas são bicicletas também usadas no Triatlon. Tanto o Contra-Relógio quanto o Triatlon são modalidades onde andar protegido pelo vácuo de outro competidor é proibido pelas regras. Por esta razão, abre-se mão do conforto em detrimento do alto desempenho. Como as regras da International Triathlon Union (ITU), são mais maleáveis do que as da Union Cycliste Internationale (a poderosa e controversa UCI), por conta da diferença de regras, foram criadas bicicletas específicas para Triatlon, mas estas bikes ainda têm mais semelhanças do que diferenças com a de Contra-Relógio. Os guidões com duas barras projetadas para frente, que colocam os braços do ciclista para frente, apoiando o próprio tronco sobre os cotovelos, é uma das características mais marcantes desse tipo de magrela. O sistema de marchas é praticamente igual ao das Speed, sendo que apenas as alavancas de mudança de marchas diferem por serem instaladas nas pontas dos aerobars.

Tipo de Terreno: Asfalto com pouca variação de relevo

Freios: Disco ou Ferraduras (a tendência é o domínio do disco que foi autorizado pela UCI há poucos anos)

Marchas: Mecânicas ou eletrônicas de 18 a 24 velocidades

Material do quadro: Carbono – Alumínio

Rodas: Alumínio – Carbono

Aro: 700 e 650 (pouco uso ou em desuso)

Medidas de pneus: 700×19 a 700×28

Peso aproximado: 67 a 10kg

Versões elétricas: Não

Ciclocross

Bicicleta com cara de bike de estrada, porém se utilizando de pneus com cravos, o CX (abrevaiçao para Ciclcross) é uma modalidade competitiva popular na Europa e praticada durante as intertemporadas em pistas de terra com obstáculos que, inclusive, obrigam o ciclista a carregar a bicicleta para superar alguns deles. Como o CX tem muitas regras e as “bólidas” são desenhadas para terem altíssimo desempenho, elas não são equipamentos confortáveis para longa distância, mas, ainda assim, são muito usadas para fins parecidos que a sua prima Gravel! O CX começou a ser praticado próximo de 1900! Portanto tem mais de 120 anos de história, mas há poucos componentes específicos para a modalidade e, até a chegada do Gravel, as bicicletas eram montadas quase sempre com componentes das bicicletas de estrada. Hoje, os componentes para CX são os mesmos para Gravel. Usamos de 11 a 24 marchas, sendo o de 11 marchas um sistema com coroa única, que nasceu no MTB.

Tipo de Terreno: Terra / grama / areia com obstáculos como rampas, escadas ou travessas de madeira

Freios: Disco, Cantilever ou V-Brakes

Marchas: Mecânicas ou eletrônicas de 11 a 24 velocidades

Material do quadro: Carbono – Alumínio – Ligas de Aço Cromo Molibdênio

Rodas: Alumínio – Carbono

Aro: 700

Medidas de pneus: 700×28 a 700×33 ou 700×35 (a UCI permite o uso de até 700×33 entre os profissionais)

Peso aproximado: 7 a 12kg

Versões elétricas: Não

Gravel

Modalidade que deriva do Ciclicross, do Mountain Bike (MTB) e das bicicletas de estrada voltadas para longa distância, também conhecidas por Adventure Bikes, estas, em geral, são bicicletas com alto rendimento no asfalto e na terra. Porém, não são bikes feitas para vencer obstáculos muito radicais. É a modalidade mais recente da nossa lista (e uma das prediletas do autor desta coluna)! É, provavelmente, a modalidade que mais cresce, tendo vencido provas oficiais UCI (Union Cycliste Internationale). Este tipo de bicicleta ganhou muitos adeptos tanto pela versatilidade quanto pela vocação para a aventura. O chamado bikepacking (termo que tem origem na palavra backpacking, usado para descrever bolsas que “vestem” a bike sem a necessidade de bagageiros) cresce junto com o Gravel. Ainda que você possa usar bikepacking para praticamente qualquer bike, na maioria das vezes em que você ver esse sistema, ele estará “vestindo” uma Gravel! O Gravel é uma onda tão forte no ciclismo que fez com que a maioria das marcas, que não viam potencial econômico em desenvolver componentes específicos para o Ciclocross, agora tenham que desenvolver grupos completos de câmbios, freios, rodas, guidões… Esses componentes, hoje, dividem a sua aplicação com o CX. E, em geral, temos de 11 a 24 marchas para essas bikes.

Tipo de Terreno: Asfalto / terra batida / cascalho (relevo variado)

Freios: Disco – V-brake (incomum, pois a modalidade já nasceu na era do freio a disco)

Marchas: Mecânicas ou eletrônicas de 11 a 24 velocidades

Material do quadro: Carbono – Alumínio – Ligas de Aço Cromo Molibdênio

Rodas: Alumínio – Carbono

Aro: 700 e 650B (conhecidas como 27,5 no MTB)

Medidas de pneus: 700×28 a 700×50 – 650Bx42 a 650Bx50

Peso aproximado: 7 a 13kg (a UCI não permite bicicletas mais leves do 6,8kg)

Versões elétricas: Sim

Pista

Esta bicicleta é muito específica, oferecendo variações ainda mais específicas. O velódromo é o único ambiente para o qual elas foram projetadas, pois, sem ‘roda livre’, esta bicicleta não tem marchas ou freios (a ‘roda livre’ é o sistema que faz com que possamos parar de pedalar ou pedalar para trás sem efeito algum à roda). Na bicicleta de pista se você pedalar para trás ela irá andar para trás. Há provas contra-relógio na pista em que se pode usar guidões com barras aero (aerobars), como os de triatlon. O visual e manutenção minimalistas destas bicicletas deu origem ao que chamamos de Bike Fixa (‘fixa’ porquê não tem ‘roda livre’), que são muito utilizadas no ambiente urbano. Mas na pista em geral a pisteira é uma bicicleta extremamente desconfortável, voltada ao ultra desempenho e as provas seguem regras variadas, das 21 medalhas que o ciclismo distribui nas olímpíadas, 12 são no velódromo! Isso porquê recentemente (4 edições até 2020) foi incluído o BMX como modalidade olímpica. Prova de Velocidade, Perseguição, Keirin, Omnium e Perseguição por equipes são algumas das várias que são disputadas na bike de Pista.

Tipo de Terreno: Pista de concreto, madeira ou asfalto (a pista é plana, porém com inclinação lateral extrema)

Freios: Não

Marchas: Não

Material do quadro: Carbono – Alumínio – Ligas de Aço Cromo Molibdênio

Rodas: Alumínio – Carbono

Aro: 700

Medidas de pneus: 700×19 a 700×23

Peso aproximado: 7,5 a 9,5kg

Versões elétricas: Não

Fixa

Como comentamos antes, a bicleta Fixa veio da adoção por entregadores e ciclistas urbanos de bicicletas de Pista com tecnologia ultrapassada à aplicação original, para o uso urbano. Como as bicicletas urbanas sempre foram oferecidas com várias marchas e relativa baixa performance, as pisteiras foram para a mira de entregadores mais preparados fisicamente e que buscavam baixar o orçamento de manutenção de seus veículos de trabalho. Sem freios ou apenas com um freio na roda dianteira, sem marchas e com simplicidade absoluta, a Fixa por seu estilo minimalista, pelas personalizações coloridas, pelo visual retrô muito atraente,rapidamente encantou multidões, e se tornou uma febre sem fronteiras. O início da adoção dessas bicicletas para uso urbano apareceu nos anos 1990s, mas no início do novo milênio a Fixa realmente explodiu, e conquistou o gosto de usuários menos avançados, bicicletas de Pista passaram a ser dificeis de encontrar, tamanha a demanda pelo estilo, então várias marca de bicicleta pasarama produzir versões fabricadas para o uso urbano, usando cubos flipflop (que permitem o uso da roda traseira nos dois sentidos) freios agora apareciam em ambas as rodas ou ao menos na dianteira, e apesar de chamadas de fixas, frequentemente as bicicletas vinham com catracas (single speed) ou rodas livres, para facilitar o uso desses equipamentos. Surigram também Mountain Bikes e bicicletas de Ciclocross fixas, mas não são populares. A Fixa nem é apenas um tipo de bicicleta, é praticamente um estilo de vida ou uma tribo urbana, com linguagem estética própria.

Tipo de Terreno: Asfalto (existem versões para o fora de estrada)

Freios: Não Possuem, ferradura na roda dianteira e atualmente nas duas rodas.

Marchas: Não

Material do quadro: Alumínio – Ligas de Aço – Carbono (menos frequente)

Rodas: Alumínio – Carbono

Aro: 700, 26 e 29

Medidas de pneus: 700×20 a 700×23

Peso aproximado: 7,5 a 14kg

Versões elétricas: Não

Mountain Bike (MTB)

O ‘jipão’ das magrelas, totalmente fora de estrada! É sem dúvida, a modalidade mais praticada no Brasil. Tal modalidade nasceu nos anos 1970 nos EUA, mas só se popularizou nos anos 1990. Atualmente temos um campeão mundial correndo na categoria, o ciclista carioca Henrique Avancini. As MTB são feitas para vencerem os mais difíceis obstáculos e subidas mais íngremes, assim como realizar as descidas nos terrenos mais complicados! Com sistemas de suspensão no garfo dianteiro, que também podem aparecer na parte traseira (chamadas de full-suspension), a diversão é garantida. Também há uma modalidade dentro do Mountain Bike, chamada de DH (Downhill), onde as bikes são projetadas primordialmente para descidas radicais, deixando o piloto com o tronco um pouco mais vertical. No DH, as bicicletas são mais pesadas em comparação com as de XC (Cross-Country), pois elas são pensadas para também realizar subidas rápidas. No meio do caminho estão as All-Mountain, que não são tão leves quanto às XC, nem chegam perto do peso de uma DH. O sistema de marchas das MTB migrou de 3 coroas para apenas 1 coroa, eliminando o câmbio dianteiro nos modelos mais recentes, reduzindo, assim, a manutenção e evitando problemas mecânicos, muitto mais comuns nos câmbios dianteiros.

Tipo de Terreno: Terra / Cascalho com ou sem relevo acentuado

Freios: Disco (versões mais antigas ou econômicas podem usar Cantilever ou V-Brake)

Marchas: Mecânicas ou eletrônicas de 8 a 30 velocidades

Material do quadro: Carbono – Alumínio – Ligas de Aço Cromo Molibdênio

Rodas: Alumínio – Carbono

Aro: 29 – 27,5 ou 26 (bicicletas de alto padrão, hoje, dificilmente usam aro tamanho 26)

Medidas de pneus: 26×1.5 a 29×2.4 (a modalidade apresenta grande variedade de medidas)

Peso aproximado: 8,5 a 17kg (consideramos as de XC, mas bikes de DH podem pesar 24kg)

Versões elétricas: Sim

Urbanas

Não há apenas um tipo de bicicleta urbana, mas um universo de bicicletas que podem ser enquadradas nessa categoria, desde as bicicletas holandesas desenhadas para o conforto e o uso com trajes sociais, até alguns modelos mais esportivos de alto desempenho com caracteríticas mais próximas de uma bike de XC, assim como as bikes fixas, derivadas das bicicletas de pista. Muitos ciclistas hoje usam bikes gravel, speed ou MTB como urbanas, pois elas desempenham muito bem nas ruas sendo rápidas e permitindo também o seu uso em treinos esportivos.

Tipo de Terreno: Asfalto com ou sem relevo acentuado

Freios – Disco, cantilever, V-brake, roller-brake, contra-pedal, ferraduras

Marchas: Aqui não há regras, a partir de 1 a 33 velocidades com variações muito grande de mecanismos

Material do quadro: Carbono – Alumínio – Ligas de Aço

Rodas: Alumínio – Carbono – Aço

Aro: 12 (dobráveis) a 29

Medidas de pneus: 12×1.25 a 29×2.4

Peso aproximado: Varia de acordo com o fabricante e o modelo

Versões elétricas: Sim

BMX

São bicicletas de aros menores, geralmente com 20, 24 ou 26 polegadas de tamanho, ideais para manobras freestyle (estilo livre) ou para as corridas em pistas, sejam de terra ou asfalto, chamadas de Pump Tracks, que se tornou modalidade olímpica recentemente. Estas bikes também encantam a molecada, que pedalam com elas em pistas originalmente desenhadas para Skate. Originalmente, a sigla BMX significa Bicycle Motocross, pois surgiu em uma época que o Motocross estava em plena ascensão, nos anos 1980. Este tipo de bicicleta surgiu com intenção de mimetizar as provas de motocicleta em pistas de terra, mas, ao longo do tempo, a modalidade se desenvolveu ao extremo que gerou algumas variações. Hoje, a modalidade ainda é praticada em pistas de terra, mas as pistas de asfalto é que fazem parte das Olimpíadas. Muita explosão e técnica são necessárias para competir no BMX olímpico. Como as bikes tem rodas menores, adultos e crianças podem usar as mesmas bicis, que precisam ser extremamente resistentes para suportar todo o esforço ao qual são submetidas, seja nas pistas ou em manobras de freestyle.

Tipo de Terreno: Há modelos para terra ou asfalto

Freios: Disco ou Ferraduras

Marchas: Mecânicas ou eletrônicas de 16 a 24 velocidades

Material do quadro: Carbono – Alumínio – Ligas de Aço

Rodas: Alumínio

Aro: 20 – 24 – 26

Medidas de pneus: 20×1.9 a 26×2.1

Peso aproximado: 8 a 13kg (bikes para adultos)

Versões elétricas: Não

Dobráveis

Existem bicicletas dobráveis de todos os tamanhos e estilos. E, nesta categoria, podemos incluir as desmontáveis também! A maioria das dobráveis usam rodas de aros menores, como as de 12, 16, 18, 20 e 24 polegadas, embora existam dobráveis de aro 26, 27.5, 29 e 700, assim como há bikes desmontáveis, através de conectores, que em geral são bicicletas feitas por encomenda, principalmente, para aqueles ciclistas que viajam muito em aviões e desejam levar as suas ‘bólidas’ para destinos distantes.
Naturalmente, o maior objetivo das dobráveis é a praticidade em carregar estas bicicletas, como, por exemplo, quando um ciclista que quer usar o transporte público, somado à bicicleta, para percorrer um determinado percurso, em geral, vai ter mais facilidade para acessar trens, ônibus ou mesmo táxis caso esteja a sua bike compactada ou dobrada.

Tipo de Terreno: Há modelos para todo tipo de terreno

Freios: Todos os tipos

Marchas: Todos os tipos de marchas

Material do quadro: Carbono – Alumínio – Ligas de Aço

Rodas: Alumínio – Aço – Carbono

Aro: 10 ao 29

Medidas de pneus: Todos os tamanhos e tipos

Peso aproximado: 8 a 24kg

Versões elétricas: Sim

Lazer

No Brasil, esta é uma categoria que fica, quase exlusivamente, relegada a bicicletas que se disfarçam de MTB, BMX, bicicletas urbanas ou bicicletas de estrada. Mas, por não atenderem requisitos mínimos de qualidade ou resistência para cumprir às demandas das modalidades citadas anteriormente, incluímos na categoria Lazer. Em geral, encontradas em supermercados, lojas de departamentos ou magazines, estas bicicletas em muitas vezes apresentam uma aparência de MTB de última geração ou uma estradeira supimpa! Mas não se iludam: são bicicletas que, além de exigirem manutenção muito frequente, em geral, não oferecem sequer segurança para pedalar em uma trilha ou seguir para a estrada e terminar o pedal mais longo sem problemas. Infelizmente, essas bicicletas são muito comuns no Brasil, dado o nosso abismo social, onde muitos iniciantes desavisados começam o pedal por elas. E, se por um lado elas cumprem um papel social importante de transportar pessoas com seu baixo custo, qualquer uso mais avançado pode danificar essas bicicletas, além de elas não oferecerem peso adequado, freios compatíveis com esse uso mais exigente, ou mesmo um sistema de marchas com relação adequada e sem precisão alguma.

Não faremos uma tabela para esse tipo de bicicleta, já que não há qualquer padrão e elas, de forma geral, copiam bicicletas de outros tipos já citados. Em outros países, esta categoria de Lazer é levada mais a sério, mesmo tendo demandas técnicas baixas, podendo-se encontrar bicicletas de lazer de boa qualidade, muito mais duráveis e com baixa manutenção.

Portanto, qualquer tabela para esta categoria não faria sentido, porque em geral elas usam os componentes nas medidas das bikes que mimetizam.

Infantis

Crianças crescem bem rápido, “perdem” suas bicicletas em poucos anos e, por este motivo, o que vemos, mais comumente, são as bicicletas fabricadas por marcas de brinquedos, consequentemente, com qualidade de brinquedo, feitas para suportarem o uso moderado por pouco mais de um ano. Isso pode até funcionar para uma criança, mas você não consegue revender estas bicicletas e nem passar para o próximo filho. Como nós acreditamos que as pessoas em algum momento vão perceber que esse modelo traz malefícios econômicos e, em especial, por não serem ecologicamente sustentáveis. Estes brinquedos, que substituem as verdadeiras bicicletas, são descartáveis, não havendo peças de reposição para tais produtos, o que reduz ainda mais a vida útil. O pior, nessa história, é que a diferença de preço nem é tão grande! É mais econômico comprar algo que você tenha certeza que vai usar e reparar várias vezes, assim como poderá revender, depois que ficar pequeno para seu filho. As bikes infantis de boa qualidade também tornam o pedalar mais fácil, ajudando o seu filho a se envolver com o esporte!

Os tamanhos de aros mais comuns nesta categoria são 10, 12, 14, 16, 20, 24 e algumas bicicletas aro 26, que podem ser usadas por crianças ou adolescentes.

Tipo de Terreno: Há modelos para terra ou asfalto

Freios: Disco, ferraduras e v-brakes

Marchas: Mecânicas 6 a 27 velocidades

Material do quadro: Alumínio – Ligas de Aço

Rodas: Alumínio

Aro: 10 ao 26

Medidas de pneus: Variedade muito grande

Peso aproximado: 4 a 13kg

Versões elétricas: Não

Balance

São também conhecidas por bicicletas de equilíbrio. Estas magrelinhas não tem pedais para que os pequenos possam aprender a se equilibrar. Em geral, são feitas para que crianças em seus primeiros anos consigam desenvolver a cognição do equilíbrio separadamente da pedalada, fazendo acelerar muito o aprendizado para a maioria delas. O resultado é tão evidente, que vários professores de bike para adultos tiram pedais e pedivelas de bikes para adultos, promovendo a mesma técnica de aprendizado que as balance bikes promovem.

Tipo de Terreno: Há modelos para terra ou asfalto

Freios: sem freio ou ferradura

Marchas: Não tem

Material do quadro: Alumínio – Aço – Madeira

Rodas: Alumínio – Aço

Aro: 10 e 12

Medidas de pneus: 20×1.9 a 26×2.1

Peso aproximado: 8 a 13kg (peso máximo destinado às bikes para adultos)

Versões elétricas: Não

Cargueiras

São as chamadas bicicletas utilitárias, cada vez mais populares no Brasil, sendo uma realidade nas entregas de produtos e correspondências em vários países da Europa. Elas sempre foram utilizadas por aqui, mas as ciclovias e ciclofaixas ajudaram a aumentar a quantidade destes veículos, aumentando também a variedade de modelos, por exemplo. As chamadas Long John, eram raríssimas nas ruas paulistanas, mas têm se tornado bem mais comuns nos últimos anos. Já as bicicletas com um bagageirão na parte da frente e outro na traseira, ou mesmo os triciclos, são utilizadas há muitos anos como parte da frota de entregas da megalópole. A eletrificação das bikes cargueiras também ajudou muito a torná-las mais viáveis, já que, com o auxílio elétrico, não é preciso ser um ciclista “Incrível Hulk” para realizar as entregas! Outro fenômeno entre as bikes cargueiras são as foodbikes, primas menores dos foodtrucks, tendo hoje vários modelos destas bicicletas prontas para este destino no mercado brasileiro, oferecendo assim mobilidade para vender alimentos onde há movimento de pedestres, o que nunca foi mau negócio, certo?!

Tipo de Terreno: asfalto (mais comum)

Freios: Disco, ferraduras e v-brakes

Marchas: Mecânicas 6 a 30 velocidades

Material do quadro: Alumínio – Ligas de Aço

Rodas: Alumínio / Aço

Aro: 10 ao 26

Medidas de pneus: Variedade muito grande

Peso aproximado: 18 a 50kg

Versões elétricas: Sim

Claro que há muitos mais modelos de bicicletas aos quais não abordamos aqui, mas nossa intenção é ter um guia básico, que permita um panorama simplificado sobre o que mais usamos para locomoção, esporte, lazer ou mesmo entregas.

Tanta versatilidade em modelos e usos transformam a nossa magrela ou nosso camelo no veículo mais perfeito e preferido por todos, não é?!

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